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DECRETO Nº 317/2019 ESTABELECE PONTO FACULTATIVO PARA A PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA (01/07)

DECRETO Nº 317/2019 ESTABELECE PONTO FACULTATIVO PARA A PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA (01/07)

Devido às comemorações referentes à Independência da Bahia, que ocorrerão no próximo dia 2 de julho (terça-feira), a Prefeitura Municipal de Inhambupe decretou ponto facultativo nos órgãos e entidades da Administração Direta, Autárquica e Funcional do Poder Executivo Municipal, no dia 01 de julho (segunda-feira), ressalvados os serviços e atividades considerados de natureza essencial, especialmente na área da Saúde, coleta de lixo urbano e Segurança Pública.


NASCE O SOL A DOIS DE JULHO: UMA BREVE HISTÓRIA DA INDEPENDÊNCIA DA BAHIA

Há 196 anos, baianos conquistaram a independência da Bahia com muito sangue e suor derramados. Não foi um evento fácil. Homens e mulheres, em sua maioria negros, foram responsáveis por um dos episódios mais importantes para a consolidação da ideia de unidade do território nacional.  Vale ressaltar que, sem a Bahia, o Brasil perderia uma das mais ricas e estrategicamente bem localizada província.

Inspirada na Revolução dos Búzios (1798),  ocorrida na capital baiana, aos moldes da Revolução Francesa (1789), liderada por negros e terrivelmente reprimida, a Independência da Bahia acontece dois anos antes da independência brasileira, mas só tornou realidade quase uma ano após o 7 de setembro de 1822.

Ao contrário da pacífica proclamação às margens do Ipiranga, o processo baiano foi conflituoso e bastante violento.  Os interesses se dividiam: de um lado, havia os portugueses interessados em manter a província como colônia; do outro brasileiros, liberais, conservadores, monarquistas e até republicanos se uniram em um interesse comum de uma luta que estava efervescendo há alguns anos.

Seus heróis ainda são poucos conhecidos, mas há um movimento por parte dos historiadores baianos para contornar essa lacuna.

CONHEÇA ALGUNS DOS NOSSOS HERÓIS E HEROÍNAS

MARIA FELIPA

Era capoeirista e liderou uma esquadrão de 40 mulheres na Ilha de Itaparica. Uma das principais artilheiras, incendiou, com as amigas, 42 embarcações portuguesas. Temida, dava surra de folha de cansanção nos gajos capturados.

MARIA QUITÉRIA

Vestiu-se de soldado para lutar. Defendeu o Batalhou dos Periquitos na Ilha de Maré, Pituba e Itapuã. No combate da Pituba, foi uma das melhores em campo da batalha: atacou trincheiras e escoltou prisioneiros, sozinha, ao acampamento.

JOANA ANGÉLICA

Heroína da independência nacional nascida em Salvador, Bahia, a primeira mártir a tombar no solo baiano e que sacrificou a própria vida na defesa da clausura do convento da Conceição da Lapa, na Bahia contra o exército português.

CORNETEIRO LOPES

Na batalha de Pirajá, sofrendo pressão, os brasileiros foram para cima. No “mata-mata”, o comandante Barros Falcão mandou recuar, mas o corneteiro Luís Lopes tocou avançar e degolar. Deu certo: vencemos!

OS CABOCLOS

Símbolo do brasileiro, o caboclo leva a bandeira do país e junta todas as culturas que compõem a nação. Tem um pouco de cada etnia, o negro, o branco, e o índio, juntos numa só representação. Foi ele quem liderou e deu força a luta dos baianos para libertar o país: com tiranos não combinam brasileiros corações!

ANTÔNIO REBOUÇAS

Líder negro, Antônio Pereira foi abolicionista e um guerreiro contra o racismo. Sua frase predileta realizou-se na luta: “tudo pardo ou preto pode ser general”. De fato, no comando de batalhões, havia negros, sertanejos e até indígenas.

ENCOURADOS DE PEDRÃO

Pedrão é uma cidade da Bahia, localizada perto de Feira de Santana, de onde saíram os guerreiros vestidos em roupas de couros encourados de Pedrão. Todo ano são representados no desfile.

 

FONTE: ASCOM/INHAMBUPE

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